Máquinas virtuais
A máquina virtual (VM) é um recurso do canvas do ambiente, como uma aplicação ou um banco. Use quando o software precisa de um sistema operacional inteiro: um agente legado, um serviço que não roda em contêiner, um ambiente de teste com kernel próprio.
As VMs rodam num pool de nós dedicado, isoladas das aplicações. Elas só estão disponíveis nas regiões cujo cluster tem virtualização aninhada (KVM). Numa região sem esse recurso, o canvas mostra o nó, mas a aplicação da revisão é recusada com region.capability_missing.
Criar uma VM
- Em Perfil → Chaves SSH, adicione a sua chave pública (
ssh-ed25519,ecdsa-sha2-*oussh-rsacom pelo menos 3072 bits). A impressão digital mostrada é a mesma dossh-keygen -lf. - No canvas do ambiente, adicione um recurso Máquina virtual.
- Escolha a imagem (Ubuntu e Debian da plataforma, ou uma imagem da sua organização), o tamanho e as chaves que entram na VM.
- Ligue outros nós à VM pelas portas que ela expõe (por exemplo
api → vm:8080). O diff da revisão mostra a regra de rede que será liberada. - Aplique a revisão. A VM passa por
PROVISIONINGeSTARTINGatéRUNNING.
Os tamanhos liberados dependem do plano (tetos de vCPU e memória em Recursos e limites). Um tamanho acima do teto é recusado com plan.limit_exceeded.
Acessar por SSH
A VM não tem IP público. O acesso é pelo bastion da plataforma, que só encaminha a conexão para as VMs onde você é Owner, Admin ou Developer:
ssh -J atlas@ssh.<domínio> ubuntu@<vm>.<namespace do ambiente>.vm.internal
A página da VM mostra o comando pronto, o usuário padrão da imagem e a impressão digital da host key do bastion. Não há senha: só as chaves escolhidas entram, e a mudança de chaves vale no próximo boot.
Console serial e VNC
Na página da VM, Console serial e VNC abrem uma sessão no navegador (Owner, Admin e Developer). A sessão fecha depois de 15 minutos sem uso, depois de 4 horas, se o seu papel mudar ou se a VM parar. Cada usuário tem até 5 sessões abertas.
Ciclo de vida
- Iniciar, parar e reiniciar: pela página da VM. A VM parada não cobra vCPU nem memória, só o disco.
- Tamanho: trocar o tamanho reinicia a VM. Disco: só aumenta, sem reinício. Até 4 discos de dados, anexados e removidos com a VM parada.
- Snapshots: tire um snapshot a qualquer momento; a restauração exige a VM parada (
vm-must-be-stopped). Só Owner e Admin excluem snapshots. - Manutenção: a plataforma pode migrar a VM ao vivo entre nós; a página mostra
MIGRATINGenquanto isso acontece.
Imagens da organização
Em Imagens, Owner e Admin enviam uma imagem qcow2 ou raw (upload em partes ou URL HTTPS) quando o plano libera imagens próprias. A plataforma confere o checksum, recusa imagens com backing file ou maiores que o limite do plano, varre vulnerabilidades, gera o SBOM e publica a imagem assinada. Uma imagem com vulnerabilidade crítica fica BLOCKED, com o motivo.
Rede e uso aceitável
A VM sai para a internet só nas portas liberadas pelo perfil de rede (STANDARD; o amplo exige permissão do plano). Metadata da nuvem, redes privadas e a porta 25 ficam bloqueadas. Uso abusivo (mineração, varredura) é detectado: primeiro a VM é limitada e, nos casos graves, suspensa pela plataforma. A organização recebe a notificação e só a plataforma libera uma VM suspensa.
Cobrança
A VM é cobrada por hora de vCPU e de memória enquanto está ligada e por GB-mês de disco e de snapshot sempre. Os itens aparecem na fatura como vm_vcpu_hours, vm_memory_gb_hours, vm_disk_gb_hours e vm_snapshot_gb_hours.
Métricas
A aba Monitoramento da VM mostra CPU, memória, disco e rede. O uso do sistema de arquivos aparece quando a imagem tem o agente do convidado (qemu-guest-agent).