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Rede privada (VPN site-to-site)

A rede privada da Coda Cloud liga a rede da sua empresa (matriz, filial, data center ou outra nuvem) aos seus ambientes por um túnel IPsec site-to-site. Com ela:

  • suas aplicações falam com sistemas internos da empresa (ERP, banco on-premises, AD/LDAP, APIs internas) sem que eles fiquem expostos na internet;
  • o seu time, dentro da rede da empresa, alcança bancos, caches, filas e aplicações gerenciados por endpoints privados, sem passar pela internet;
  • você pode desligar o acesso público de um recurso que só precisa ser alcançado pela VPN.

Nenhuma aplicação precisa mudar: a plataforma cuida das rotas, do NAT, do DNS e das regras de rede. A rede privada está disponível nos planos Business e Enterprise e, no Pro, como complemento. Veja Planos e limites.

Conceitos​

Gateway VPN​

O gateway VPN é a ponta do túnel do lado da Coda Cloud. Cada gateway tem:

  • um IP público dedicado, que você configura como peer no firewall da empresa;
  • uma região (a mesma dos ambientes que ele atende);
  • um escopo, que define quais ambientes ele alcança;
  • um tamanho (SKU);
  • uma faixa de trânsito.
SKURéplicasAlta disponibilidade
vpn-s1Não. Manutenções da plataforma causam uma queda curta do túnel.
vpn-m2, em nós diferentesAtivo-passivo no mesmo IP público, com failover por DPD (cerca de 30 s).
vpn-l2, em nós diferentesComo o vpn-m, com mais banda e mais conexões.

Os SKUs liberados para a sua organização dependem do plano.

Escopo​

EscopoAlcançaQuem administra
OrganizaçãoOs ambientes de todos os projetos da organização na mesma região. Um filtro de ambientes opcional restringe a cobertura por nome (por exemplo, só production).Owner e Admin da organização
ProjetoSó os ambientes de um projeto.Admin do projeto

Um recurso fora do escopo (outro projeto, outra região ou um ambiente fora do filtro) não pode receber endpoint privado nem enxergar os destinos remotos do gateway.

Site e conexão​

  • O site descreve a rede da empresa: o endereço do firewall (IP ou FQDN), as redes remotas (CIDRs, por exemplo 192.168.10.0/24) e, opcionalmente, os servidores DNS internos.
  • A conexão liga o gateway a um site: autenticação por chave pré-compartilhada (PSK), política criptográfica, DPD e um ou dois túneis (dois nos SKUs com alta disponibilidade).

Faixa de trânsito​

A rede da sua empresa nunca enxerga os endereços internos da plataforma. Ela enxerga só a faixa de trânsito do gateway, um bloco pequeno de endereços onde ficam os endpoints privados e o DNS privado.

  • Padrão: um /24 escolhido pela plataforma dentro de 100.64.0.0/10 (faixa reservada para esse uso, RFC 6598), sem repetição entre gateways da mesma região.
  • Opcional: um /24 a /27 privado (RFC 1918) escolhido por você, desde que não colida com as redes remotas dos seus sites nem com as faixas internas da plataforma (10.0.0.0/16, 10.244.0.0/16, 10.60.0.0/16 a 10.62.0.0/16).
EndereçoUso
.1Origem do tráfego que sai da plataforma para a sua rede (destinos remotos)
.2Servidor DNS privado
.3 a .9Reservados
.10 em dianteEndpoints privados

Como a plataforma faz NAT dentro do gateway, a sua rede pode usar qualquer faixa, inclusive a mesma de outros clientes.

No seu firewall, a política do túnel é sempre redes do site ↔ faixa de trânsito.

Endpoint privado (entrada)​

Um endpoint privado dá a um recurso do ambiente um IP da faixa de trânsito e um nome no DNS privado. Da rede da empresa, o seu time conecta nesse IP ou nome como se o recurso estivesse na rede local.

ModoParaComo funciona
L4Bancos, caches, filas, busca, buckets e aplicações TCPEncaminha a porta direto para o serviço do recurso.
HttpEdgeAplicações HTTP (padrão para elas)Passa pela borda privada da plataforma, com o mesmo WAF e rate limit das rotas públicas. O certificado vem de uma CA da sua organização, que você baixa no portal para os clientes confiarem.

Só o pod do gateway alcança o recurso, e só nas portas do endpoint.

Destino remoto (saída)​

Um destino remoto publica um host:porta da rede da empresa com um nome curto dentro dos seus ambientes. Ao criar o destino erp → 192.168.10.20:5432, as aplicações dos ambientes cobertos passam a conectar em erp:5432, como se fosse um recurso do próprio ambiente.

  • O host pode ser um IP ou um FQDN. Um FQDN é resolvido pelos servidores DNS do site, através do túnel, e o IP precisa estar dentro das redes remotas do site; se não estiver, o destino fica não resolvido (resolved_outside_site).
  • O nome não pode repetir o de um recurso do ambiente nem o de um destino de outro gateway.
  • Só os destinos declarados são alcançáveis: um IP da rede da empresa que não foi cadastrado não é alcançado.

DNS privado​

Cada gateway serve uma zona privada:

  • escopo de organização: <organização>.privatelink.<domínio>;
  • escopo de projeto: <projeto>.<organização>.privatelink.<domínio>.

O nome padrão de um endpoint é o nome do recurso (db.acme.privatelink.<domínio>). Quando a cobertura tem dois ambientes com um recurso de mesmo nome, o nome ganha o ambiente: db-staging. Configure no DNS da empresa um conditional forwarder da zona para o IP .2 da faixa de trânsito, ou importe a zona exportada pelo portal (BIND ou CSV). Perguntas fora da zona recebem REFUSED.

Acesso público do recurso​

Depois que um recurso tem um endpoint privado pronto, você pode desligar o acesso público dele na aba Rede do recurso: a rota HTTP pública e o endpoint TCP público (veja Acesso público TCP) saem do ar, e o recurso continua alcançável pela VPN e pelos outros recursos do ambiente. Desligar exige confirmação do segundo fator; religar, não.

Quem pode fazer o quê​

AçãoQuem
Criar, editar e remover gateway, site, conexão, destino e endpointGestor do gateway: Owner/Admin da organização (escopo organização) ou Admin do projeto (escopo projeto)
Gerar ou rotacionar a PSK, criar conexão, desligar acesso públicoGestor, com confirmação do segundo fator (step-up)
Ver gateways, estado dos túneis, destinos, endpoints e DNSDeveloper e Viewer dos projetos cobertos
Ver a PSKNinguém depois da geração

A PSK é exibida uma única vez, na geração ou rotação. A plataforma guarda o valor no cofre da sua organização e nunca o mostra de novo, nem em logs, auditoria ou na configuração baixada (que traz o marcador <PSK>). Tokens de API e assistentes de IA podem ler o estado, mas não geram PSK nem desligam acesso público.

Estado e monitoramento​

O portal mostra, por túnel: estado (Conectando, Conectado, Desconectado), último handshake, bytes e pacotes nos dois sentidos e o motivo da última falha. As quedas e retomadas viram os eventos vpn.tunnel_down e vpn.tunnel_up, que você assina em notificações. Os logs do IKE ficam na aba de logs do gateway, com chaves, nonces e segredos removidos.

Testar conectividade roda, a partir do gateway, um teste TCP (host:porta) ou DNS (nome) contra a rede da empresa. Veja Solução de problemas.

Próximos passos​